Dólar caiu 11%
No último dia de negócios em 2025, o dólar caiu 1,47% ante o real, cotado a R$ 5,489 no comercial para a venda, para encerrar o ano com variação negativa acumulada de 11,2% ante a moeda brasileira, a maior desvalorização desde 2016.
Bolsa bate recorde
Na Bolsa, o Ibovespa subiu 0,40% nesta terça-feira, atingiu 161.127 pontos, para também bater o melhor desempenho em nove anos, acumulando ganho de 34% nos últimos 12 meses.
Recorde também no turismo
Com mais de 9 milhões de turistas em 2025, o Brasil teve um aumento de 40% em relação aos 6,7 milhões de estrangeiros que visitaram o país em 2024. Segundo o relatório Barômetro Mundial do Turismo (World Tourism Barometer), da ONU Turismo, divulgado em novembro, o Brasil se consolidou com uma posição de referência no mapa do turismo global, apresentando o maior crescimento nas chegadas de visitantes estrangeiros entre os principais destinos internacionais.
Menor desemprego da série histórica
Os dados da PNAD de novembro divulgados pelo IBGE nesta terça-feira (30) só confirmam o que era esperado: o mercado de trabalho vai fechar 2025 de maneira sólida e aquecida – o que deve manter a inflação de serviços pressionada. Além de taxa de desemprego ter reforçado o recorde de baixa, houve melhora na taxa de ocupação, queda da informalidade e continuidade na evolução da renda média do trabalhador.
A taxa de desemprego brasileira recuou dos 5,4% anunciados em outubro para 5,2% em novembro, surpreendendo o mercado, que esperava uma manutenção no mesmo patamar. Já a métrica trimestral móvel, descontando os efeitos sazonais, de 5,8% para 5,5%. A XP destaca que, considerando sua estimativa mensal e sazonalmente ajustada, a taxa de desemprego recuou de 5,5% para 5,1%.
Contas no vermelho
As contas do Governo Central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social) apresentaram déficit primário de R$ 20,2 bilhões em novembro de 2025. O resultado foi divulgado nesta segunda-feira (29) pelo Tesouro Nacional.
No mesmo mês de 2024, o resultado, em termos nominais, foi também deficitário, mas em menor volume (R$ 4,5 bilhões).
De acordo com o Tesouro, o resultado obtido em novembro do ano corrente ficou “acima da mediana das expectativas” da pesquisa Prisma Fiscal do Ministério da Fazenda, que indicava déficit de R$ 12,7 bilhões.
“O resultado conjunto do Tesouro Nacional e do Banco Central foi superavitário em R$ 1,1 bilhão, enquanto a Previdência Social (RGPS) apresentou um déficit de R$ 21,3 bilhões. Comparado a novembro de 2024, o resultado primário decorreu da combinação de um decréscimo real de 4,8% da receita líquida (-R$ 8,4 bilhões) e de um crescimento de 4,0% das despesas totais (+R$ 7,1 bilhões)”, informou o Tesouro.
Maior taxa de juros
O ano de 2025 chega ao fim com a maior taxa básica de juros da economia, a Selic, em quase 20 anos. O patamar de 15% ao ano é o maior desde julho de 2006.
Inflação abaixo da meta
O Banco Central espera que o IPCA some 4,4% em 2025 e 3,5% em 2026, conforme o último ciclo de comunicações do Comitê de Política Monetária (Copom). No horizonte relevante, o segundo trimestre de 2027, o colegiado espera que a inflação em 12 meses seja de 3,2%.