transmissão energia.jfif

Leilão da Aneel prevê nova subestação em Angicos

O Rio Grande do Norte está entre os estados contemplados pelo primeiro leilão de transmissão de energia de 2027 da Aneel, que entrou em consulta pública nesta semana e prevê R$ 12,9 bilhões em investimentos em todo o país.

O principal empreendimento para o estado está no Lote 12, que prevê a construção da Subestação Angicos, em 500 kV, além de novas linhas de transmissão ligando Angicos a Jaguaruana, no Ceará, e Jaguaruana ao Complexo do Pecém. As obras terão prazo de implantação de 60 meses.

Também integra o leilão o Lote 9, com novas linhas de transmissão entre a subestação Açu III, no Rio Grande do Norte, e Pecém IV, no Ceará, reforçando a conexão elétrica entre os dois estados. Segundo a Aneel, os lotes 9 e 12 foram planejados para atender grandes consumidores de energia no Nordeste, como data centers e empreendimentos industriais de alto consumo elétrico.

As obras também ampliam a capacidade de escoamento da energia renovável produzida na região. O Rio Grande do Norte é um dos principais polos de geração eólica do país e vem registrando crescimento da geração solar.

O leilão está marcado para 30 de abril de 2027. Após o período de consulta pública, o edital ainda será analisado pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Pelo cronograma da ANEEL, as obras dos lotes que envolvem o Rio Grande do Norte terão prazo de implantação de 60 meses após a assinatura dos contratos. A entrada em operação comercial dessas instalações tende a ocorrer por volta de 2032, caso o cronograma seja cumprido e não haja atrasos no licenciamento ou na execução das obras.

A inclusão do primeiro sistema de armazenamento por baterias em um leilão de transmissão marca uma mudança importante no planejamento do setor elétrico brasileiro. O projeto será implantado na subestação de Cruzeiro do Sul, no Acre, com potência de 100 MW e capacidade de armazenamento de 200 MWh. A solução foi escolhida para aumentar a confiabilidade do fornecimento e reduzir a dependência de usinas térmicas na região, abrindo caminho para que as baterias passem a ser tratadas como ativos de transmissão, e não apenas de geração.

Caso a experiência do Acre seja bem-sucedida, é possível que futuras licitações contemplem baterias em regiões de forte expansão renovável, como o RN, especialmente em áreas ligadas aos polos eólicos e às novas estruturas de transmissão previstas para escoar energia e atender grandes consumidores, como data centers.

 


Notícias relacionadas

Mais lidas

Perfil

Foto de perfil de Heverton Freitas

Heverton de Freitas