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Flávio Rocha entre os mais influentes do varejo brasileiro

Flávio Rocha, presidente do conselho de administração da Riachuelo, está entre os três nomes considerados mais influentes do varejo brasileiro pelo estudo Pulso 2026/2027, realizado pela Deck em parceria com a Nexus, empresas da FSB Holding. O levantamento analisou mais de 2 mil perfis ligados a 21 setores da economia e selecionou 630 nomes. No varejo, Rocha aparece ao lado de Luiza Helena Trajano, do Magazine Luiza, e Renato Meirelles, do Instituto Locomotiva.

O resultado ganha dimensão particular no Rio Grande do Norte pela relação histórica da família Rocha com o Estado. Foi em Natal que Nevaldo Rocha, pai de Flávio, abriu em 1947, ao lado do irmão Newton, a loja A Capital, origem do grupo empresarial que décadas depois incorporaria a Riachuelo. A matriz da Guararapes foi transferida para Natal em 1958, onde permanece. 

A trajetória transformou uma iniciativa comercial iniciada em uma pequena loja da capital potiguar em um dos principais grupos brasileiros de varejo e indústria da moda. Em 1979, a Guararapes comprou a Riachuelo e passou a integrar indústria e varejo em uma estrutura que também envolve logística, serviços financeiros e outros negócios.

Flávio Rocha assumiu papel central na expansão do grupo e também construiu uma presença própria no debate econômico brasileiro. Foi deputado federal pelo Rio Grande do Norte e, ao longo da carreira empresarial, passou a atuar publicamente em temas relacionados ao ambiente de negócios, empreendedorismo, emprego e atividade econômica.

Flávio Rocha, que por pouco não foi candidato ao Senado na chapa de Álvaro Dias, afirmou em suas redes sociais, que o reconhecimento reforça sua defesa de uma economia baseada na atividade produtiva, no varejo, na indústria, na geração de empregos e na inovação. Para ele, a influência empresarial precisa estar associada à capacidade de produzir conhecimento e participar dos debates que afetam os negócios e o desenvolvimento do país.

Influência deixa de ser medida apenas por seguidores

O estudo Pulso 2026/2027 aponta uma mudança no perfil de quem exerce influência sobre a economia brasileira. O levantamento analisou mais de 2 mil perfis em 21 setores e selecionou 630 nomes. Segundo a pesquisa, 42% das vozes consideradas influentes são lideranças corporativas. Especialistas e criadores de conteúdo completam o grupo.

A metodologia considera seis dimensões, entre elas influência, reputação, afinidade, conteúdo e engajamento. O levantamento sustenta que o número de seguidores deixou de ser suficiente para medir a capacidade de influência.

A autoridade técnica ganhou peso na avaliação dos perfis. O estudo também identificou polos regionais de influência fora do eixo São Paulo e Rio. O Sul aparece com força em setores como agronegócio, educação e varejo.

No Turismo, o levantamento identifica um dos segmentos em que a influência de produtores de conteúdo já interfere diretamente nas decisões dos consumidores. O estudo trata essa mudança como parte da maturação do mercado brasileiro de influência digital e corporativa. 

 

 


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