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RN no centro da expansão do sistema elétrico brasileiro

O Rio Grande do Norte volta ao centro da expansão do sistema elétrico nacional com a contratação de novos ativos de transmissão no leilão nº 1 de 2026, realizado pela Aneel, com destaque para projetos em Ceará-Mirim e Açu, arrematados pela Engie Transmissão de Energia Participações.

O lote 3, que concentra empreendimentos no RN e no Ceará, prevê investimento estimado de R$ 1,3 bilhão e a instalação de compensadores síncronos em subestações estratégicas para reforço da rede. No território potiguar, os projetos incluem a SE Ceará-Mirim II e a SE Açú III, ativos considerados relevantes para dar maior estabilidade ao sistema em uma região marcada pela forte presença de geração eólica.

A Engie venceu os quatro sublotes do lote 3 com propostas agressivas, alcançando deságio médio de 54,83% em relação à Receita Anual Permitida. Para o sublote 3A, em Ceará-Mirim, ofertou R$ 22,8 milhões, com deságio de 52,3%. No 3B, em Quixadá (CE), a proposta foi de R$ 20,6 milhões, com redução de 54,81%. O sublote 3C, em Morada Nova (CE), teve valor de R$ 39,6 milhões, com deságio de 56,2%, enquanto o 3D, em Açú (RN), foi arrematado por R$ 21,6 milhões, com deságio de 54,77%.

A estratégia da companhia de disputar os sublotes individualmente foi determinante para superar concorrentes como a Axia Energia, que apresentou proposta global para o lote. A modelagem adotada pela Aneel, com divisão em sublotes, ampliou a competição e favoreceu ofertas mais eficientes, segundo o diretor-relator do certame, Fernando Mosna.

As obras têm prazo de 42 meses e devem gerar cerca de 3.944 empregos. A implantação dos compensadores síncronos é vista como essencial para aumentar a capacidade de transmissão e reduzir oscilações em um sistema com elevada participação de fontes intermitentes.

No conjunto do leilão, realizado na B3, todos os cinco lotes foram arrematados, com deságio médio de 50,68%, o maior desde 2020. A diferença entre os lances vencedores e o teto regulatório deve resultar em economia de R$ 7,6 bilhões ao longo dos contratos.

Além da Engie, que também levou o lote 2, a Cymi Construções e Participações arrematou os lotes 1 e 5, enquanto o consórcio BR2ET Transmissora ficou com outro empreendimento. No Nordeste, os investimentos reforçam a infraestrutura necessária para sustentar a expansão renovável, consolidando o RN como peça-chave no sistema elétrico brasileiro.


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