A formação da chapa da direita no Rio Grande do Norte pode surpreender, e não apenas pela composição já cogitada, mas por novos nomes que começam a circular e podem fortalecer o grupo na disputa deste ano.
O blog recebeu a informação que duas pesquisas estão em andamento para testar alternativas. Entre os nomes incluídos está o do presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira.
Dependendo das decisões da governadora Fátima Bezerra — inclusive sobre eventual candidatura ao Senado — o desenho pode mudar. Se houver consolidação de candidatura governista forte ao Senado, Ezequiel tende a manter seu projeto de reeleição à Assembleia. Sem Fátima no páreo, o nome de Ezequiel pode ganhar musculatura e ser o segundo nome da direita.
Outra novidade mais recente é o ressurgimento do nome do empresário Flávio Rocha no radar político potiguar. Controlador do Grupo Guararapes, com forte presença no setor produtivo e geração expressiva de empregos no Estado, Rocha já teve atuação parlamentar e ensaiou projetos nacionais no passado. Seu eventual retorno adicionaria um componente empresarial e liberal à disputa, ampliando o espectro da chapa.
O ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, já marcou para 21 de março o lançamento oficial de sua pré-candidatura ao Governo do Estado. Para vice, escolheu Babá Pereira, presidente da Femurn, liderança municipalista com forte capilaridade no interior e trânsito consolidado entre prefeitos.
No Senado, uma vaga está definida: Styvenson Valentim buscará a reeleição. A segunda cadeira, no entanto, virou o centro das articulações.
Nesta semana, o nome do coronel Hélio Oliveira, alinhado ao bolsonarismo, apareceu na lista do candidato à presidência Flavio Bolsonoro como nome do grupo dentro da estratégia nacional do Partido Liberal de eleger o maior número de senadores e consolidar palanques competitivos nos estados.
As pesquisas em andamento devem balizar a decisão final. Até lá, quem pensa assim que o quadro está definido ainda pode se surpreender.