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Pitbull ataca invade residências e mata outros animais em Barra do Cunhaú

Dois casos recentes envolvendo ataques de cães da raça pitbull voltaram a preocupar moradores e autoridades, especialmente após um caso de grande repercussão registrado pelo jornalista José Roberto Burnier. Mas em Barra do Cunhaú, no litoral sul do Rio Grande do Norte, um cão da raça solto nas ruas assustou os  moraores no último sábado. De acordo com relatos de moradores, um pitbull invadiu duas residências e atacou diversos animais. Pelo menos três cães foram mortos em diferentes pontos da comunidade, gerando medo e revolta entre a população local.

Um dos momentos mais chocantes aconteceu quando um dos cachorros atacados estava no colo de um idoso de mais de 70 anos. Durante a ação violenta, o homem foi derrubado pelo impacto do ataque, aumentando ainda mais a preocupação com o risco à vida humana.

Após a sequência de ataques, testemunhas afirmam que um carro apareceu, recolheu o animal agressor e deixou o local rapidamente, sem que houvesse identificação do tutor.  O caso provocou indignação entre os moradores de Barra do Cunhaú, que cobram providências das autoridades e reforço na fiscalização para evitar que situações semelhantes se repitam. A presença de animais de grande porte soltos tem sido apontada como um risco crescente na região.

O episódio no RN ocorre no mesmo período em que um caso semelhante ganhou repercussão nacional. No domingo (7), o jornalista José Roberto Burnier, da TV Globo, foi atacado por um pitbull enquanto passeava com seus cães em São Paulo.

Segundo o relato, o animal estava sem guia e sem focinheira quando avançou, deixando o jornalista ferido e exigindo atendimento médico com necessidade de pontos na mão. Após o ataque, Burnier destacou a importância do cumprimento das leis que determinam o uso de guia e, em casos específicos, de focinheira para cães de maior porte, justamente para prevenir acidentes. Apesar da repercussão envolvendo uma figura pública, o caso de Barra do Cunhaú chama ainda mais atenção pela gravidade dos ataques e pelo risco coletivo, já que o animal circulava livremente em área residencial.

Especialistas alertam que a negligência dos tutores é um dos principais fatores por trás desse tipo de ocorrência. A falta de controle, aliada à ausência de medidas de segurança, potencializa o risco de ataques tanto a outros animais quanto a pessoas.


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Heverton de Freitas