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Petrobras pede licença para planta-piloto de hidrogênio no RN

A Petrobras avançou mais uma etapa para colocar em operação sua primeira planta-piloto de produção de hidrogênio renovável. A companhia publicou nesta quarta-feira (2) pedido de Licença Simplificada ao Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema) para a operação da unidade instalada na Usina Termelétrica do Vale do Açu, em Alto do Rodrigues.

O pedido inclui a operação da Usina Fotovoltaica de Alto do Rodrigues (UFVAR), ampliada para 2,5 MWp, e da planta-piloto de eletrólise de água para produção de hidrogênio sustentável. O empreendimento está localizado no Sítio São José, na zona rural do município.

A iniciativa foi anunciada pela Petrobras em 2024, com investimento previsto de R$ 90 milhões e parceria com o Instituto Senai de Inovação em Energias Renováveis (ISI-ER).  Em abril deste ano, Petrobras e Senai anunciaram oficialmente o início do desenvolvimento da planta. Na ocasião, foi informado que a operação ocorreria ainda em 2026. O projeto terá duração prevista de três anos e foi apresentado como uma estrutura para testar a tecnologia, possíveis modelos de negócio e diferentes aplicações do hidrogênio renovável. 

O sistema terá um eletrolisador PEM de 2 MW, apontado pelo Senai como o maior desse tipo em instalação no Brasil, duas microturbinas de 200 kW cada e uma célula a combustível. A energia solar produzida na unidade será utilizada para alimentar o processo de eletrólise, que separa o hidrogênio e o oxigênio presentes na água. O hidrogênio produzido será empregado nos próprios testes da planta. Entre eles está a avaliação da mistura de hidrogênio com gás natural em microturbinas, incluindo o desempenho dos equipamentos e os efeitos da combinação dos dois combustíveis.

Para a Petrobras, o projeto tem importância estratégica porque permitirá testar uma cadeia ainda em desenvolvimento no país. A empresa é a maior consumidora nacional de hidrogênio cinza, produzido a partir do gás natural, utilizado principalmente no refino. A substituição gradual desse insumo por hidrogênio produzido com fontes renováveis está entre as possibilidades estudadas pela companhia. 

A escolha de Alto do Rodrigues está relacionada à infraestrutura já existente no local. A área reúne geração solar, conexão com a rede elétrica, sistema de armazenamento e estrutura de tratamento de água da termelétrica. O novo pedido de licença indica que o projeto entra agora em uma etapa decisiva para a operação da planta-piloto, que poderá produzir dados para futuras aplicações comerciais da tecnologia pela Petrobras.


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