Os candidatos ao Governo do Rio Grande do Norte chegam à fase decisiva da campanha, com o início do horário eleitoral, com as pesquisas mantendo uma disparidade muito grande entre elas, mas com um ponto em comum: a tendência de o pleito ser decidido apenas no segundo turno. A dúvida é quem chegará a ele.
O cenário permanece aberto e, nesse aspecto, pouco mudou em relação ao período de pré-campanha. As pesquisas são diferentes e por isso não permitem uma comparação direta entre números de institutos distintos, com datas e metodologias distintas, mas apontam tendências.
Allyson Bezerra continua liderando os levantamentos, mas sua vantagem não é suficientemente ampla para afastar a disputa. Na Perfil, Quaest e Consult, ele aparece em primeiro lugar, embora com percentuais bastante diferentes. A questão agora é saber o comportamento desse eleitorado quando a campanha entrar na televisão e no rádio e o eleitor passar a prestar mais atenção na eleição.
Cadu de Lula é o candidato que apresenta a tendência mais clara de crescimento. Isso era esperado pela própria natureza da disputa. Com a campanha em andamento, os votos de petistas e de eleitores identificados com Lula tendem a se concentrar na candidatura do ex-secretário do Estado, que por estar disputando sua primeira eleição ainda é desconhecido por boa parte da. A Quaest já captou Cadu com 21%, apenas quatro pontos atrás de Allyson. Perfil e Consult registraram percentuais próximos de 16%.
O resultado da Quaest aumentou o ânimo no PT, onde a avaliação é de que Cadu pode alcançar o segundo turno. Álvaro Dias também trabalha declaradamente para ocupar essa posição e aposta na exposição da campanha para consolidar sua candidatura.
Allyson parte de uma posição mais favorável. Com o maior tempo no horário eleitoral, e se conseguir permanecer sem uma queda significativa durante a campanha, a liderança acumulada até aqui lhe garantiria uma das vagas. O risco para o candidato é que a polarização entre Álvaro e Cadu, leia-se direita e esquerda, reduza o espaço de uma candidatura que, até agora, conseguiu se manter à frente dos dois.
Desde antes da campanha, Álvaro Dias já apontava nessa direção e, depois da pesquisa Quaest, os partidário de Cadu também estão confiantes de que o candidato irá para o segundo turno contra o candidato do PL.
Senado
No Senado, a fotografia mudou pouco desde a pré-campanha. Styvenson Valentim mantém uma vantagem que parece consolidada e aparece na liderança dos três levantamentos. Zenaide Maia tem uma ligeira vantagem na segunda posição, mas a disputa pela outra vaga permanece aberta. Rafael Motta, Samanda de Lula e Coronel Hélio aparecem próximos e alternam posições conforme o instituto.
O horário eleitoral passa a ser, portanto, o principal teste para as candidaturas. A campanha terá agora exposição diária e capacidade maior de apresentar propostas, confrontar adversários e definir posições. É nesse ambiente que será possível observar se a vantagem de Allyson se sustenta, se Cadu mantém o crescimento apontado por parte dos levantamentos e se Álvaro consegue transformar sua presença na disputa em votos suficientes para chegar ao segundo turno.
As pesquisas mais recentes
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Candidato |
Perfil 13 a 16/8 |
Quaest 20 a 23/8 |
Consult 21 a 23/8 |
|
Allyson Bezerra |
33,12% |
25% |
30,00% |
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Álvaro Dias |
22,06% |
19% |
26,41% |
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Cadu de Lula |
16,56% |
21% |
16,06% |
|
Rodrigo Bolsonaro |
2,50% |
2% |
0,53% |
|
Robério Paulino |
0,81% |
2% |
0,53% |
|
Dário Barbosa |
— |
1% |
0,18% |
|
Indecisos |
17,13% |
16% |
16,12% |
|
Branco/nulo |
7,19% |
14% |
10,12% |
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Candidato ao Senado |
Perfil |
Quaest |
Consult |
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|
Styvenson Valentim |
15,19% |
16% |
21,06% |
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|
Zenaide Maia |
13,44% |
10% |
11,38% |
|||
|
Rafael Motta |
7,50% |
8% |
5,62% |
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|
Samanda de Lula |
6,22% |
8% |
5,32% |
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|
Coronel Hélio |
4,03% |
5% |
8,44% |
|||
|
Sandro Pimentel |
1,53% |
1% |
0,53% |
|||
|
Indecisos |
36,72% |
24% |
33,09% |
|||
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Branco/nulo |
11,46% |
23% |
12,86% |
|||