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Pesquisa Meio/Ideia mostra desgaste do STF

A imagem do Supremo Tribunal Federal aparece fragilizada na opinião pública depois do escândalo do Master. Segundo pesquisa nacional divulgada nesta quarta-feira pelo instituto Ideia em parceria com o portal Meio, quase 70% dos entrevistados acreditam que a credibilidade do STF ficou abalada com o que foi revelado até agora. O que chama atenção também é que, embora o caso não saia do noticiário há muito tempo, apenas 48% disseram ter tomado conhecimento do caso.

A pesquisa também mostra que o caso Master ajuda a estratégia do bolsonarismo de eleger uma bancada majoritária no Senado para votar o impeachment do ministro Alexandre Moraes e enquadrar o STF. Segundo a pesquisa, 44% disseram que o escândalo aumenta a chance de votar em um candidato ao senado que apoie o impeachment de ministro do STF contra 15,5% que disseram que diminui e 33% que consideram os novos fatos irrelevantes na hora de decidir o voto de senador. Quando analisado os que associam o caso Master ao STF chega a 75% os entrevistados que disseram que aumentaria a chance de voto ao Senado, se na campanha, o candidato prometer votar o impeachment de algum ministro do STF.

 Intenção de voto

Essa é mais uma pesquisa que mostra uma disputa acirrada entre Lula e Flávio Bolsonaro pela Presidência. Na espontânea, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece na liderança com 33,4%, seguido pelo senador Flávio Bolsonaro com 18,5%, reproduzindo o eixo de polarização que marcou as últimas disputas nacionais. “Já na rejeição estimulada, ambos apresentam piso acima de 40%, chegando a 46%, cenário em que os dois candidatos concentram limites claros de crescimento”, diz Cila Schulman CEO do IDEIA.

Já na estimulada, Lula tem 40% contra 34% de Flávio Bolsonaro e 9% de Ratinho Junior (PSD) e outros menos votados. Se o PSD optar por Ronaldo Caiado, o quadro é quase o mesmo, só que o governador goiano tem apenas 5,5% e se for o governador Eduardo Leite, o PSD só tem 4,4% na pesquisa.

No segundo turno, a pesquisa confirma a polarização com Lula com 47% e Bolsonaro com 45% das intenções de voto. Em todos os cenários de segundo turno, Lula fica em torno dos 45 a 47% enquanto os adversários ficam na casa dos 40 a 45% (caso de Bolsonaro) o que mostra que o petista atingiu o teto. ”Nas simulações estimuladas de segundo turno, o que vemos a sete meses da eleição é uma acomodação do lulismo x antilulismo, dado que reflete mais a rejeição ao presidente do que a força de fato de cada um dos nomes colocados”, diz Mauricio Moura, Fundador do IDEIA.

Os números são coerentes com a rejeição ao presidente Lula que fica em torno sempre de 50% contra 47% de aprovação.

Realizada entre 6 e 10 de março, a pesquisa ouviu 1.500 eleitores por telefone em todo o país. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, com 95% de nível de confiança.

 


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