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Justiça penhora pagamentos do novo maqueteiro de Bolsonaro

O publicitário Eduardo Fischer, anunciado na semana passada como consultor estratégico de marketing da pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, teve os pagamentos que receberá do Partido Liberal (PL) e do senador penhorados por determinação da Justiça de São Paulo.

A decisão foi proferida pelo juiz Christopher Alexander Roisin em uma ação movida pela DFB Participações, antiga Modal Participações, que cobra de Fischer uma dívida atualmente estimada em cerca de R$ 114 milhões, valor que inclui juros, correção monetária e multa.

A empresa tenta receber o débito judicialmente desde 2021. Para garantir a execução da dívida, o magistrado determinou a penhora dos créditos futuros que o publicitário venha a receber em razão de sua atuação na campanha eleitoral.

Além do bloqueio dos pagamentos, o juiz ordenou que o PL e Flávio Bolsonaro informem à Justiça todos os valores já pagos a Fischer, especificando datas, montantes e a origem dos recursos utilizados. Entre as informações solicitadas estão eventuais repasses provenientes do fundo partidário, do fundo eleitoral, recursos próprios do candidato ou doações.

O magistrado também rejeitou um pedido para que os documentos permanecessem sob sigilo. Na decisão, afirmou que as informações são de evidente interesse público por envolverem gastos relacionados a campanhas eleitorais.

Fischer é considerado um dos nomes mais conhecidos da publicidade brasileira. Foi responsável por campanhas marcantes como "Brahma número 1" e "A volta do baixinho da Kaiser". Em 2018, integrou a campanha presidencial de Álvaro Dias, que terminou a disputa com pouco mais de 859 mil votos, equivalentes a 0,8% dos votos válidos.

Na equipe de Flávio Bolsonaro, o publicitário atuará ao lado do jornalista Alexandre Oltramari, anunciado como coordenador de comunicação e marketing.

A defesa de Fischer sustenta que as dificuldades financeiras decorrem de operações comerciais nas quais ele atuou como avalista. Em manifestação apresentada à Justiça, os advogados afirmaram que o publicitário vem quitando as obrigações dentro de suas possibilidades e pediram a reconsideração da penhora.

Segundo a defesa, a medida compromete a capacidade de geração de renda do profissional. Os advogados argumentaram que a credora busca receber a dívida enquanto adota medidas que, na avaliação deles, inviabilizam o exercício da atividade profissional do devedor.

Essa versão destaca já no título e na abertura o principal elemento de interesse público, a penhora determinada pela Justiça para garantir uma dívida de R$ 114 milhões, sem fazer acusações que extrapolem os fatos registrados no processo.


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