Domingo na Hora H

Alívio na Câmara

Os vereadores de Natal articulam a criação de uma "Lei da Dosimetria" local para flexibilizar punições no Legislativo. O foco imediato é o processo contra a vereadora Brisa Bracchi: atualmente, a comissão de ética só tem duas saídas — a cassação ou a absolvição total. Com a nova regra, abre-se um leque de penas alternativas (como suspensões ou advertências), evitando que o desfecho seja, obrigatoriamente, a perda do mandato. É a política criando saídas graduais para crises internas.

104 FM tem novos donos

A rádio 104 FM, sediada em Parnamirim, acaba de mudar de mãos, encerrando o ciclo de gestão da família do saudoso Agnelo Alves. O controle da emissora foi adquirido nesta semana pelo empresário do setor de transportes, Agnelo Cândido, em parceria com o médico e investidor Marcos Solano. A movimentação reforça a expansão de Solano no setor de comunicação potiguar, que recentemente também adquiriu rádios que pertenciam ao grupo Tropical do ex-senador José Agripino, no interior do estado. Agnelo Candido também é dono da rádio 97 FM em Natal.

Xadrez Político em Natal

A janela partidária de 2026 promete ser um terreno árduo para os vereadores da capital. Siglas de peso, especialmente a Federação formada entre União Brasil e PP, sinalizam que não facilitarão a liberação de parlamentares que desejam trocar de legenda para a disputa eleitoral. Diante do cerco, o plano B já ganha força nos bastidores: a vereadora Nina Sousa estaria disposta a renunciar ao mandato para garantir sua candidatura à Câmara Federal pelo PL, sem riscos jurídicos.

Trégua Estratégica no Orçamento

Um fato inédito chamou a atenção esta semana. A aprovação unânime do Orçamento de 2026 na Assembleia Legislativa revela um cálculo político. O suspense sobre a decisão do vice-governador Walter Alves (MDB) se irá assumir com a renúncia da governadora Fátima Bezerra (PT) fez com que a oposição ao governo fizesse um gesto concreto ao manter o índice de remanejamento em 15%, garantindo fôlego administrativo para quem quer que venha a ocupar a cadeira de governador. O consenso em torno da peça orçamentária é lido como um gesto de estabilidade para a possível gestão de Walter Alves (MDB) ou outro que venha a assumir o cargo interinamente, evitando amarrar as mãos de um futuro aliado no poder.

O Fenômeno do declínio na TV aberta

A TV aberta brasileira enfrenta um momento delicado, com seus maiores canais registrando queda de audiência. Na Globo, programas icônicos como Fantástico e Domingão com Huck puxam a média para baixo.

O Fantástico caminha para sua pior audiência histórica (15,9 pontos), perdendo 20% do público em três anos. O Domingão também perdeu 3 pontos desde 2022 e já foi superado por concorrentes. A emissora fecha o ano com queda de 2% na média geral, somando-se a um declínio de 40% no faturamento da última década.

Mas a crise não é isolada: Record (queda de 3%), SBT (2%) e até a Band (18%) também sentem o impacto. Os dados mostram uma transformação profunda no consumo de mídia do brasileiro.

Os consumidores ao que parece estão migrando para os streamings como Netflix, Prime Vídeo e outros

Disney investe US$ 1 bilhão na OpenAI para geração de vídeos

A gigante do entretenimento Disney anunciou um investimento de US$ 1 bilhão na OpenAI, a empresa por trás do ChatGPT. O objetivo central é utilizar a plataforma Sora, de geração de vídeos por IA.

Com a parceria, o serviço de streaming Disney+ terá vídeos criados com a tecnologia, e a Disney planeja permitir que os usuários gerem conteúdos usando personagens icônicos como Mickey Mouse. O CEO Robert Iger garante que a colaboração será "cuidadosa e responsável", mas a notícia gerou controvérsia.

Sindicatos de artistas, como o Animation Guild, criticaram o acordo, temendo o uso indiscriminado de IA na criação. A discussão sobre o papel da Inteligência Artificial em Hollywood, aliás, foi um ponto central na greve de 2023.

Casamentos homoafetivos batem recorde no Brasil

O número de casamentos civis entre pessoas do mesmo sexo atingiu o maior patamar desde 2013, segundo dados recentes do IBGE. Entre 2023 e 2024, houve um aumento de 8,8% nos registros. No total, foram 12.187 uniões homoafetivas em 2024. A maioria absoluta, cerca de 64,6% dos registros, corresponde a casamentos celebrados entre mulheres. Embora ainda sejam uma parcela dos mais de 940 mil casamentos civis no país, os números refletem uma tendência de crescimento e maior reconhecimento dessas uniões no Brasil.

Romênia planeja 'Dracula Land'

A Romênia, terra natal do Conde Drácula, anunciou um projeto ambicioso para se tornar um destino global de entretenimento. O país planeja construir o "Dracula Land", o maior parque temático do mundo dedicado ao terror.

O megacomplexo receberá um investimento de mais de 1 bilhão de euros, prometendo hotéis, parque aquático e spas, buscando atrair 3 milhões de visitantes anualmente.

A iniciativa é uma aposta ousada, já que a Romênia ainda tem baixa relevância no turismo global. A estratégia é entrar no lucrativo mercado mundial de parques temáticos, que movimenta bilhões anualmente.

A reclassificação da “erva maldita”

O presidente Donald Trump assinou uma ordem recomendando que o governo federal acelere a reclassificação da maconha, tirando-a do grupo de drogas perigosas como a heroína e o ecstasy. O plano é colocá-la na "Categoria III", ao lado de analgésicos e esteroides, reconhecendo seu uso médico e permitindo que cientistas estudem seus benefícios terapêuticos sem as atuais travas burocráticas. Se essa medida fosse assinada por seu antecessor ou outro governante dito de esquerda, a turma da desinformação provavelmente estaria nas redes esbravejando contra a “destruição da família". Contudo, vinda do republicano, a pauta da liberação para pesquisas médicas segue sob o silêncio de quem costuma condenar qualquer flexibilização.

 Falta mão de obra para o "boom" da energia eólica

A transição energética global enfrenta um obstáculo inesperado: a falta de braços qualificados. Segundo o Conselho Global de Energia Eólica (GWEC), o setor precisará de 628 mil profissionais até 2030 para dar conta da instalação e operação de novos parques. A maior carência está na manutenção e montagem, onde a escassez de técnicos experientes e a falta de treinamento padronizado já acendem o alerta. Para os especialistas, formar essa força de trabalho é agora tão urgente quanto investir em tecnologia ou infraestrutura.

A voz ruidosa e a alma tímida de Cássia Eller

A trajetória de Cássia Eller ganha um novo capítulo literário com a biografia "Eu Queria Ser Cássia Eller", escrita pelo experiente Tom Cardoso. Em 306 páginas, o autor mergulha na dualidade de uma das maiores vozes do Brasil: o talento explosivo nos palcos contraposto à timidez profunda e à relação complexa com as drogas. O livro resgata a ascensão meteórica da artista, interrompida em 2001 por um ataque cardíaco, logo após o fenômeno de vendas do seu Acústico MTV. É um retrato essencial e enxuto sobre a formação de um ícone que partiu cedo demais, aos 39 anos.

Justiça nega extensão de patente do Ozempic

O STJ decidiu, por unanimidade, que a farmacêutica Novo Nordisk não poderá prorrogar as patentes do Ozempic e do Rybelsus no Brasil. A empresa buscava estender o prazo de exclusividade por até 12 anos, mas os ministros entenderam que não há base legal no país para esse tipo de ajuste. A decisão segue o entendimento do STF, que já havia derrubado a prorrogação automática de patentes. Com isso, o caminho fica mais livre para a futura chegada de versões genéricas mais acessíveis ao consumidor.

MASP bate recorde

O MASP encerra 2025 com a marca histórica de 1 milhão de visitantes, impulsionado pela inauguração de seu novo prédio anexo. O grande destaque foi a exposição "A Ecologia de Monet", que atraiu meio milhão de pessoas e superou sucessos icônicos como a mostra de Tarsila do Amaral. Com um modelo inclusivo, onde 55% do público entrou gratuitamente, o museu já projeta 2026: o foco será nas “Histórias Latino-Americanas”, trazendo nomes fortes da arte peruana e mexicana para o coração de São Paulo.

Violência custa R$ 556 milhões ao SUS

A violência armada no Brasil não fere apenas pessoas; ela sangra os cofres públicos. Nos últimos dez anos, o SUS desembolsou R$ 556 milhões para tratar vítimas de armas de fogo, segundo o Instituto Sou da Paz. Apenas em 2024, foram 15,8 mil internações, com um custo por paciente que chega a ser quase o triplo do gasto federal médio com a saúde de um cidadão comum. O dado serve para alertar sobre o efeito cascata que sobrecarrega hospitais e retira recursos que poderiam financiar exames e tratamentos preventivos para toda a população.

 

 


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Heverton de Freitas