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Ambientalistas aumentam pressão contra exportação de gado vivo

No momento em que o Rio Grande do Norte estrutura sua logística para estrear na exportação de gado vivo, a pressão contra a atividade ganhou força nacional com um protesto de entidades e ativistas da causa animal neste domingo (14), em frente ao Masp, na Avenida Paulista. O movimento contesta os impactos ambientais e éticos do transporte de carga viva, gerando um forte debate que reflete diretamente nos planos de expansão do agronegócio potiguar.

Os manifestantes denunciam que o confinamento prolongado e a superlotação nos navios submetem os animais a maus-tratos extremos. Patrícia Aguiar, do Movimento Nacional pelo Fim das Exportações de Animais Vivos, relatou que os bois enfrentam dias de viagem em pisos escorregadios por dejetos e alta concentração de amônia, defendendo que o comércio seja feito exclusivamente por carne congelada. O grupo relembrou ainda o naufrágio de um navio com 5 mil bois no Pará, em 2015, para alertar sobre os riscos ambientais.

Enquanto o estado busca abrir um mercado altamente rentável para os pecuaristas locais, terá de lidar com uma vigilância social e jurídica cada vez mais estreita, que promete contestar judicial e politicamente a viabilidade desse modelo de negócio no país.

 


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