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Queijos e vinhos europeus mais baratos no Brasil

Entrou em vigor na sexta-feira o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, com impacto imediato para parte dos produtos importados que chegam ao mercado brasileiro. A redução ou eliminação de tarifas de importação já começa a aparecer nas prateleiras, especialmente em itens alimentícios e alguns bens industriais.

Entre os produtos que passam a ter imposto zerado de imediato estão vinhos brancos de regiões europeias, kiwis produzidos na Grécia e na Itália, além de manufaturados simples como ferramentas, perucas e bijuterias. Equipamentos como radiadores, impressoras e amplificadores de som também entram na lista e tendem a chegar ao consumidor com preços mais competitivos.

Outros itens tradicionais do mercado europeu começam a ter redução gradual das tarifas. É o caso de bebidas destiladas, vinhos tintos, chocolates e queijos. No caso dos queijos, que hoje pagam entre 16% e 28% de imposto de importação, a tarifa será eliminada ao longo de dez anos, dentro de uma cota anual de até 30 mil toneladas.

A expectativa é que o efeito não se limite ao consumidor final. A redução de tarifas sobre máquinas e insumos industriais deve baratear custos de produção no país, com impacto indireto sobre preços e competitividade de produtos nacionais.

Especialistas apontam que praticamente todos os produtos contemplados pelo acordo terão algum nível de redução tarifária já nesta fase inicial. Isso inclui desde alimentos até equipamentos industriais, ainda que em ritmos diferentes dependendo do setor.

Nem todos os segmentos, porém, terão impacto imediato. No setor automotivo, por exemplo, veículos a combustão seguem com tarifa de 35% até o fim de 2032. A redução começa apenas em 2033 e será concluída em 2040. Para carros elétricos e híbridos, o prazo é ainda mais longo, com transição até 2043.

Além da queda de tarifas, o acordo também traz mudanças nas regras de rotulagem. Produtos com indicação geográfica protegida, como certos tipos de queijos, vinhos e embutidos, só poderão ser vendidos com esses nomes se forem produzidos nas regiões de origem. Isso deve levar à adaptação de marcas e embalagens no mercado brasileiro.

O acordo entrou em vigor de forma provisória e ainda depende de etapas de validação na Europa. Mesmo assim, os primeiros efeitos já começam a ser sentidos no comércio e tendem a se ampliar nos próximos anos, conforme o cronograma de redução tarifária avance.


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Heverton de Freitas