Cinco padres da Arquidiocese de Natal receberam do Papa o título de Monsenhor, na função de Capelães de Sua Santidade. O anúncio foi feito pelo arcebispo metropolitano de Natal, Dom João Santos Cardoso, durante reunião mensal do clero, após comunicação oficial enviada pelo núncio apostólico no Brasil, Dom Giambattista Diquattro.
Entre os novos monsenhores está o padre Antônio Murilo de Paiva, conhecido em Parnamirim pelo longo período à frente da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima. Ordenado sacerdote em 1985, ele assumiu a paróquia em 1988 e permaneceu na função por mais de 28 anos, tornando-se uma das figuras religiosas mais conhecidas da cidade. Atualmente, é capelão do Santuário dos Santos Mártires, em Uruaçu.
Também receberam o título os padres Francisco Lucas de Souza Neto, vigário paroquial da Paróquia de Nossa Senhora Aparecida, em Neópolis, Natal; Francisco César de Bessa, responsável pela Área Pastoral de Sítio Novo; Robério Camilo da Silva, vigário episcopal para as instituições sociais e pároco da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, em Mãe Luiza; e Severino dos Ramos Vicente, vigário episcopal para o Vicariato São Mateus Moreira e pároco da Paróquia de São Paulo Apóstolo, em São Paulo do Potengi.
O que significa ser Monsenhor
Na Igreja Católica, o título de Monsenhor é uma distinção honorífica concedida pelo papa a padres que tiveram atuação considerada relevante para a Igreja. Não se trata de um novo grau do sacramento da ordem, como acontece com bispos, padres ou diáconos. É um reconhecimento simbólico e institucional.
O padre que recebe o título continua exercendo normalmente suas funções sacerdotais, mas passa a ter um tratamento honorífico especial dentro da hierarquia da Igreja. Em muitos casos, o reconhecimento leva em conta tempo de serviço, atuação pastoral, contribuição administrativa ou destaque em áreas específicas da vida eclesial.
O título anunciado pela Arquidiocese de Natal é o de “Capelão de Sua Santidade”, uma das categorias de monsenhor existentes atualmente na Igreja Católica. Os padres passam a poder usar algumas insígnias próprias da distinção, como vestes com detalhes em roxo em celebrações e cerimônias oficiais.
Historicamente, havia mais categorias e diferenças protocolares maiores entre os monsenhores. Parte dessas distinções foi simplificada pelo papa Francisco nos últimos anos, numa tentativa de reduzir traços considerados excessivamente honoríficos dentro da estrutura eclesiástica.
Na prática, para os fiéis, o impacto maior costuma ser simbólico e ligado ao reconhecimento público da trajetória do sacerdote.