O bom movmento do turismo internacional no Brasil tem trazido mais visitantes para Natal que anunciou dois novos voos internacionais para 2026, com ligações diretas para Buenos Aires, pela Jetsmart, e para Montevidéu, pela Gol. Apesar do avanço, os números mostram que a capital potiguar ainda permanece muito distante dos principais concorrentes do Nordeste no turismo de sol e mar, especialmente Fortaleza (CE) e Recife (PE), que concentram a maior parte das rotas internacionais regulares da região e também seguem atraindo novos voss, operando como verdadeiros hubs de entrada de estrangeiros no País.
Antes dos novos anúncios, Natal contava com no máximo uma ou duas ligações internacionais regulares e, em grande parte, sazonais, principalmente para a Argentina e, de forma intermitente, para Lisboa. Com as novas rotas, o terminal potiguar passa a operar duas ou três conexões internacionais diretas, dependendo do período do ano, número ainda modesto quando comparado aos principais polos turísticos do Nordeste.
Fortaleza é hoje o principal hub internacional da região. A capital cearense mantém rotas regulares para Lisboa, Paris, Miami, Buenos Aires, além de novas ligações para Madri, Montevidéu e Guiana Francesa, somando sete destinos internacionais diretos. Dados da Anac mostram que o Aeroporto de Fortaleza lidera a movimentação internacional no Norte e Nordeste, com mais de 36 mil passageiros em voos internacionais apenas em maio de 2025, superando Recife e Salvador.
Recife aparece como o segundo grande polo internacional do Nordeste. A capital pernambucana opera voos diretos para Lisboa, Porto, Madri, Buenos Aires e Córdoba, além de conexões com os Estados Unidos em períodos regulares ou sazonais, totalizando de seis a sete rotas internacionais diretas. Em 2025, o aeroporto consolidou-se como hub regional, com crescimento expressivo no número de passageiros internacionais.
Maceió, outro destino concorrente direto de Natal no segmento de sol e mar, tem uma presença internacional mais limitada, com duas rotas regulares, para Buenos Aires e Córdoba, operadas por companhias low cost argentinas. Ainda assim, em alguns períodos, a capital alagoana apresenta volume semelhante ou superior ao de Natal em operações internacionais.
A Anac divulga dados mensais sobre movimentação de passageiros. Os números revelam uma discrepância entre a média de cada aeroporto. Natal registra cerca de 6,7 mil passageiros internacionais, enquanto Fortaleza supera 36 mil/mês e Recife ficou acima de 33 mil no mesmo período. Maceió, com estrutura menor, somou cerca de 2,8 mil passageiros internacionais no mês.
Mesmo crescendo o número de rotas, os demais destinos também subiram. Entre os concorrentes diretos, Recife lidera a ampliação de rotas na região, com novas ligações para Buenos Aires, Córdoba, Porto e Madri, operadas por Azul, Latam, Gol, Jetsmart, Flybondi e Iberia. Fortaleza também avança, com voos diretos para Madri, Guiana Francesa e Montevidéu. No Nordeste, São Luís recebe o primeiro voo internacional na história do Maranhão, operado pela TAP, para Lisboa.
São Paulo quer se consolidar de vez no posto com nove novas rotas para países da Europa, República Dominicana (Punta Cana) e África do Sul. Todos são realizado pela Latam ou pela Azul. O Rio de Janeiro tem seis novas rotas para Paraguai, Argentina e Canadá operadas principalmente pela Jetsmart e pela Air Transat, com rotas diretas para Toronto e Montréal.
Sem uma estratégia mais agressiva de atração de rotas, Natal tende a continuar ocupando uma posição secundária na disputa regional por turistas estrangeiros, mesmo em um cenário de expansão da malha aérea do Brasil.