A Justiça do Trabalho encerrou 2025 com mais de 1 milhão de acordos homologados, mantendo a conciliação como uma das principais formas de solução de conflitos entre empregados e empregadores. Dados do relatório Justiça em Números 2026, divulgado pelo Conselho Nacional de Justiça, mostram que 37,9% das ações trabalhistas foram resolvidas por acordo ainda na fase de conhecimento, antes do julgamento do mérito.
O percentual é mais de quatro vezes superior à média registrada em todo o Judiciário brasileiro, que ficou em 11,2%.
Ao longo de 2025, a Justiça do Trabalho homologou 1.078.446 acordos, cerca de 5,3 mil a mais que no ano anterior. Na comparação com 2015, o crescimento foi de 1,2%, quando haviam sido registradas 1.065.551 sentenças homologatórias de conciliação.
Segundo o levantamento, a estrutura voltada à solução consensual também avançou. Ao fim do ano passado, a Justiça do Trabalho contava com 144 Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejuscs) distribuídos pelo país.
O índice geral de conciliação dos tribunais trabalhistas ficou em 18,5% em 2025, ligeiramente abaixo dos 19,1% registrados em 2024. O indicador considera a proporção de sentenças homologatórias de acordo proferidas no período.
Entre os tribunais com melhor desempenho estão o Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região, de Mato Grosso, e o Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região, de Mato Grosso do Sul, ambos com índice geral de conciliação de 25%.
Na fase de conhecimento em primeiro grau, o destaque foi o Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região, do Paraná, onde 47,6% dos processos terminaram em acordo. Em seguida aparece o TRT23, com índice de 46,5%.
Já no segundo grau, a conciliação continua menos frequente. Apenas 1,8% dos acórdãos foram homologatórios de acordo. O melhor desempenho foi novamente do TRT24, com índice de 5,8%.