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Fátima mostra que decisão política está alinhada com Lula

A governadora Fátima Bezerra (PT) realizou, na manhã desta terça-feira (10), a última leitura da mensagem anual do Executivo do mandato na Assembleia Legislativa. No seu discurso a governadora disse que não faz política com base em interesses pessoais e citou duas eleições em que renunciou a projetos mais fáceis para atender pedidos do presidente Lula. Uma em 2002 quando tinha como se reeleger deputada estadual com facilidade e o presidente lhe pediu par ser candidata a federal e outra em 2010 quando disputou o Senado também a pedido do partido quando tinha certeza de uma reeleição a federal mais fácil.

Segundo Fátima disse à imprensa a estratégia de disputar o Senado este ano conta com o aval da direção nacional do PT e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com ela, a prioridade foi reafirmada durante encontro partidário realizado na última semana, em Salvador (BA). “Isso é uma prioridade para o presidente Lula, para o PT nacional, inclusive foi reafirmado essa semana no evento”, declarou.

No campo institucional, a governadora também tratou do cenário político na Assembleia Legislativa e admitiu as dificuldades para a eleição indireta do futuro governador, caso se confirme a renúncia. A possibilidade de insistir com uma candidatura indireta do secretário Cadu Xavier está descartada, embora tenha reafirmado o nome dele como candidato do PT na campanha deste ano. Fátima admitiu que hoje nenhum grupo tem maioria na Assembleia para eleger quem irá administrar o Estado após sua renúncia. Nesse ponto, a governadora pareceu se mostrar afinada com o presidente Ezequiel de Souza que pode ser o fiel da balança na escolha desse nome que irá substitui-la.

O pronunciamento não trouxe grandes novidades. O olho no retrovisor continua e a estratégia do discurso eleitoral está traçada buscando um comparativo com os resultados do seu governo em relação a situação que encontrou em 2019. “O Estado é hoje muito melhor do que o que encontramos quando chegamos ao governo”, ao avaliar os avanços da gestão nos últimos anos.

Obras federais

Outra estratégia é vincular seu governo ao do presidente Lula. Aliás, Lula foi a maior presença em seu pronunciamento. Duplicação da BR 304, transposição do São Francisco, barragem de Oiticica, Ramal do Apodi, sistemas adutores do Seridó e Agreste, foram os feitos citados por ela. Obras federais. Na infraestrutura, citou a recuperação de cerca de 1.400 quilômetros de rodovias já entregues e outros 665 quilômetros em obras, com a meta de superar metade da malha viária recuperada até o fim do ano. Também com o devido registro da parceria do governo federal através do Programa de Recuperação Fiscal.

No campo econômico, a governadora destacou o Proedi como política central de atração de empresas, agradeceu ao secretário Cadu Xavier e informou que o número de empresas no programa passou de 119, em 2019, para 334 atualmente. Segundo ela, o Estado fechou 2025 com saldo positivo de cerca de 16 mil empregos formais e hoje tem mais trabalhadores com carteira assinada do que beneficiários do Bolsa Família no RN.

O discurso buscou manter a polarização nacional quando citou o hoje governador Tarcísio de Freitas, de São Paulo, ao tratar sobre o aeroporto de São Gonçalo. Fátima afirmou que o terminal ficou “largado” por três anos, quando Tarcísio era ministro, e que só teve o processo de relicitação destravado após o retorno de Lula à Presidência.

O ex-presidente Bolsonaro também foi responsabilizado pela situação econômica do Estado por ter aprovado as Leis Complementares 192 e 194 que reduziram alíquotas de ICMS o que, depois da pandemia, segundo Fátima, teria ampliado as dificuldades que diante do cenário encontrado em 2019, que classificou como de grave desorganização, com salários atrasados, obras paradas e estradas sem manutenção.

Mesmo assim, Fátima afirmou que, com o apoio do governo federal, o Rio Grande do Norte conseguiu preservar políticas essenciais em áreas como educação, saúde e segurança e reforçou o slogan da campanha de que o Rio Grande do Norte está “muito melhor do que estava”.

 


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