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Entidade paraibana acusa Unimed de descumprir decisões judiciais

A Andess, entidade que atua na defesa de direitos de pacientes e no acompanhamento de práticas de planos de saúde, protocolou uma denúncia no Ministério Público da Paraíba contra a Unimed João Pessoa acusando a direção da cooperativa de ter mantido uma política sistemática de descumprimento de decisões judiciais que determinavam a realização de cirurgias e tratamentos de urgência. As informações foram divulgadas pela coluna de Mônica Bergamo.

Segundo a entidade, a operadora teria deixado de cumprir liminares relacionadas a procedimentos de alto custo, como quimioterapias, transplantes e cirurgias em pacientes graves, preferindo arcar com multas judiciais em vez de autorizar os tratamentos.

A denúncia pede a prisão preventiva de três dirigentes da cooperativa: Gualter Lisboa Ramalho, presidente do Conselho de Administração; Ricardo Wanderley Queiroga, diretor de Provimento de Saúde; e Valdir Delmiro Neves, gerente de Auditoria.

De acordo com o documento encaminhado ao Ministério Público, a prática configuraria uma “desobediência institucionalizada”, na qual o impacto financeiro das decisões judiciais teria sido tratado internamente como despesa operacional. A Andess afirma ainda que os descumprimentos teriam ocorrido inclusive em casos classificados como de urgência extrema, colocando pacientes em risco. “O que se observa não são falhas isoladas, mas um padrão de conduta que coloca em risco a vida de pacientes ao priorizar critérios econômicos”, afirma a entidade na representação.

Procurada pela colunista, a Unimed João Pessoa negou as acusações, classificou o conteúdo da denúncia como “inverídico e leviano” e informou que adotará “todas as medidas judiciais cabíveis” para responsabilizar os autores das acusações. 


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