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CEO da Riachuelo ameaça demissões em massa

A decisão do governo federal de zerar a cobrança de imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50 voltou a gerar reação no varejo brasileiro. Em entrevista ao NeoFeed, o CEO da Riachuelo, André Farber, afirmou que a medida pode provocar impactos diretos sobre empregos, investimentos e operação das empresas nacionais.

Segundo o executivo, a mudança amplia a diferença competitiva entre o varejo brasileiro e plataformas internacionais de comércio eletrônico, como Shein, Shopee, Temu e AliExpress, que operam com estruturas tributárias diferentes das empresas instaladas no país.

Farber alertou que, caso o cenário permaneça, empresas nacionais poderão rever operações e até reduzir postos de trabalho para manter competitividade. O executivo também afirmou que varejistas brasileiras estudam aderir ao modelo “cross-border”, no qual produtos são enviados diretamente do exterior ao consumidor final, reduzindo custos operacionais e tributários.

A avaliação do setor é de que o varejo nacional continua submetido a uma elevada carga tributária, além de custos trabalhistas e operacionais maiores do que os enfrentados pelas plataformas internacionais. Para representantes das empresas brasileiras, a concorrência se torna desigual quando produtos importados chegam ao consumidor com menor incidência de impostos.

O tema reacendeu o debate sobre proteção da indústria nacional, manutenção de empregos e equilíbrio concorrencial no comércio eletrônico. Grandes redes varejistas defendem que qualquer medida voltada à redução de preços para o consumidor também inclua revisão tributária para empresas brasileiras.

Após a repercussão da decisão, ações de companhias do setor varejista registraram queda no mercado financeiro, refletindo a preocupação de investidores com os possíveis impactos sobre margens de lucro e competitividade das empresas nacionais.


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