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Depois da cerveja com protéina, surge o guaraná com fibras

Depois da cerveja sem álcool, da cerveja sem glúten e da cerveja com proteína, a indústria de bebidas encontrou mais uma maneira de aproximar seus produtos do discurso do bem-estar. Agora é o Guaraná Antarctica Zero que ganha fibras.

A Ambev começou a distribuir o refrigerante com 4,4 gramas de fibras em novas regiões do país e pretende chegar à cobertura nacional até o fim do ano. O produto foi testado em São Paulo no fim de 2025 e, segundo a empresa, já aparece entre as cinco bebidas não alcoólicas mais vendidas da companhia. 

Não é um movimento isolado. A Nestlé colocou no mercado o Nescau Protein pronto para beber, com 15 gramas de proteína, zero adição de açúcar e zero lactose. A Ambev lançou a Spaten Pro, com 10 gramas de proteína por unidade. Starbucks, Danone e outras empresas também ampliaram a oferta de bebidas com algum ingrediente associado a nutrição ou desempenho. 

A proteína foi a grande vedete dessa primeira fase. Saiu das academias e chegou a cafés, chocolates, pães, refrigerantes, energéticos e cervejas. Agora, a indústria começa a mirar outro ingrediente.

A fibra aparece como candidata a próxima estrela. Executivos do varejo especializado já apontam a saúde intestinal como uma das fronteiras do mercado de saudabilidade. A própria Ambev está colocando o ingrediente dentro de um refrigerante.

O próximo passo pode envolver bebidas com eletrólitos, vitaminas e minerais, além de probióticos e outros ingredientes voltados à digestão, hidratação e recuperação. Também começam a surgir produtos formulados para necessidades específicas, como foco, relaxamento e energia. 

Durante décadas, a indústria tentou vender bebidas pelo sabor, pela refrescância, pela energia ou pela diversão. Agora começa a vender também uma justificativa nutricional.

Os nutricionistas fazem uma ressalva importante. Ter proteína, fibra, vitamina ou outro ingrediente funcional não transforma automaticamente um produto ultraprocessado em alimento saudável. O benefício depende da quantidade, da composição e da necessidade de quem consome. 

 


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