A mineradora Aura Minerals está consolidando no Rio Grande do Norte um dos principais projetos de expansão de sua carteira na América Latina. Nos últimos dias, a companhia anunciou a ampliação das reservas da mina Borborema, em Currais Novos, e recebeu uma elevação de rating pela S&P Global Ratings, em meio a um momento de forte geração de caixa e pagamento de dividendos aos acionistas.
A empresa firmou acordo com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) para realocar um trecho de rodovia federal que atravessa a área da mina. A mudança libera áreas antes inacessíveis do depósito mineral e levou à revisão do estudo de viabilidade do projeto.
Com isso, as reservas minerais de Borborema passaram a somar cerca de 1,5 milhão de onças de ouro, incluindo 670 mil onças adicionais que se tornaram economicamente viáveis após a alteração do traçado da estrada. O projeto passou a ter valor presente líquido estimado em cerca de US$ 612 milhões, com taxa interna de retorno superior a 40%.
Para o Rio Grande do Norte, a ampliação reforça o peso do empreendimento no interior do Estado. O projeto prevê produção média anual de cerca de 65 mil onças de ouro e vida útil superior a 20 anos, o que tende a prolongar o ciclo de investimentos, empregos e arrecadação ligados à mineração na região.
O avanço operacional ocorre ao mesmo tempo em que a empresa melhora sua posição financeira. A S&P Global Ratings elevou a classificação global da Aura de B+ para BB-, citando preços mais altos do ouro, crescimento da produção e expectativa de geração consistente de caixa.
A companhia também vem reforçando sua política de retorno ao acionista. O conselho aprovou recentemente dividendos de US$ 0,66 por ação, o equivalente a cerca de US$ 55 milhões, com dividend yield de aproximadamente 6,2% considerando também recompras de ações.
Para investidores, o movimento sugere uma estratégia baseada na expansão de projetos de alto retorno, aumento gradual da produção e distribuição regular de caixa aos acionistas.