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Candidatos petistas ganham uma força federal

A chegada da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, ao Rio Grande do Norte nos próximos dias deve ampliar ainda mais a já intensa circulação de ministros e autoridades federais no estado nesta pré-campanha eleitoral que de pré não tem nada. A agenda da primeira dama será voltada para mulheres da agricultura familiar, uma das áreas estratégicas do governo Lula no Nordeste. Sem previsão imediata de visita do presidente ao RN, a presença da primeira-dama ganha peso político e institucional quando o calendário eleitoral começa a apertar.

As agendas federais têm ocorrido sempre ao lado da governadora Fátima Bezerra, que não disputará cargo em 2026, mas também da vereadora e candidata ao Senado, Samanda Alves, e do ex-secretário estadual Cadu Xavier, candidato a governador pelo PT.

Nas últimas semanas, o ministro dos Transportes, George Santoro, esteve no RN para vistoriar a duplicação da BR-304, anunciar novos trechos entre Mossoró, Assú e Riachuelo e assinar a ordem de serviço da travessia urbana de Macaíba. O ministro da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, percorreu o interior fazendo o que chamaram de caminho das águas, que o jornalista e ex-senador Agnelo Alves popularizou nos seus programas de rádio durante o governo Garibaldi Filho, vistoriando o Ramal do Apodi, a Adutora do Agreste e sistemas de dessalinização no Seridó.

Na cultura, a ministra Margareth Menezes lançou o Circuito Literário Potiguar, autorizou cinco novos CEUs da Cultura e visitou equipamentos históricos em Natal. Já o Ministério do Desenvolvimento Agrário anunciou mais de R$ 22 milhões para agricultura familiar, cooperativas e assentamentos rurais.

A próxima agenda prevista é do ministro das Cidades, Wladimir Lima, que deverá participar da inauguração da estação ferroviária da Cidade da Esperança, em Natal, no início de junho.

A concentração de visitas ocorre às vésperas das restrições do calendário eleitoral. A partir de 4 de julho de 2026, passam a valer limitações para inaugurações de obras, publicidade institucional e parte das transferências voluntárias de recursos envolvendo agentes públicos e candidatos.

E cada candidato usando as armas que tem. O governo Fátima com baixa popularidade segundo as pesquisas busca se apoiar nos feitos do governo federal, já que são do mesmo partido, para dar um impulso nas candidaturas do PT.

 


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