Vamos ser sinceros: a moto virou o melhor amigo do brasileiro. Vai aonde o ônibus não vai, foge do trânsito, dá aquela sensação de liberdade. até que *pá!* entra em cena o vilão: o acidente.
Em 2024, só o SUS gastou R$ 257 milhões pra cuidar dos motociclistas acidentados. Isso mesmo, dinheiro que daria pra encher o país de ambulâncias com ar-condicionado e wi-fi — mas tá indo pro hospital por conta de capacete frouxo e ultrapassagem no “modo adrenalina”.
. . Enquanto isso, o cigarro — que já foi sexy nos anos 80 — virou símbolo de derrota em saúde pública. Com campanhas de terror psicológico na embalagem e impostos altos, o Brasil fez a galera parar de fumar sem nem precisar mandar um meme.
Fumantes caíram pra **9%** da população. Palmas pro trauma coletivo e pras fotos de pulmão em decomposição que ninguém esquece.
E o motociclista? Bom, esse ainda é tratado como figurante de ação, sem campanha decente, sem fiscalização firme, e com capacete usado como “chapéu de respeito”. Resultado: a curva de acidentes só sobe, igual nota de supermercado.
Moral da história?
Se o capacete tivesse foto de cérebro amassado como o maço de cigarro tem foto de pulmão preto, talvez o Brasil acelerasse menos — e pensasse mais.