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Candidatos apresentam suas ideias para Mossoró

Os três principais candidatos ao Governo do Rio Grande do Norte passaram pela CDL Mossoró com propostas para desenvolver a economia da segunda maior cidade do Estado. Aeroporto, água, estradas, turismo, UERN, segurança, incentivos fiscais e equilíbrio das contas públicas apareceram nas sabatinas, mas cada candidato procurou imprimir uma marca diferente ao discurso dirigido ao setor produtivo.

O aeroporto acabou se transformando em um dos pontos de convergência. Allyson Bezerra defendeu a viabilização de um voo direto entre Mossoró e São Paulo. Cadu Xavier também citou a conexão com a capital paulista. Álvaro Dias preferiu discutir primeiro como aumentar a demanda pelo terminal, apostando na combinação entre turismo, eventos e novas atividades econômicas na Costa Branca.

A coincidência chama atenção porque a Azul retomou neste mês os voos para Mossoró, inicialmente na ligação com Recife, depois de um período de interrupção. O anúncio da companhia ocorreu no mesmo período em que os candidatos colocavam novamente o aeroporto no centro da discussão econômica da cidade.

O aeroporto pode ter pista, terminal reformado e condições para receber aeronaves, mas precisa de passageiros e de uma demanda capaz de sustentar as rotas. É nesse ponto que as propostas começam a se diferenciar.

Allyson apresentou uma visão mais voltada à liberdade econômica, à ciência e tecnologia e à aproximação entre a UERN e o setor produtivo. Cadu falou em incentivos fiscais, desburocratização e uso de inteligência artificial no licenciamento ambiental. Álvaro colocou no centro a reorganização das finanças estaduais e a criação de condições para que novas atividades econômicas gerem emprego e renda.

Na infraestrutura, entretanto, há mais convergência do que novidade. A duplicação da BR-304 já começou no trecho entre Mossoró e Assú. A Adutora Apodi-Mossoró está em operação parcial. A Estrada do Cajueiro continua sendo uma reivindicação antiga. E o aeroporto já recebeu investimentos públicos e passou por diferentes ciclos de operação comercial.

Isso significa que boa parte da agenda apresentada na CDL não começa em 2027. São problemas conhecidos e obras que atravessaram governos. A diferença estará na capacidade de cada candidato de explicar o que pretende acrescentar ao que já está em andamento.

Cadu, por ser o candidato da situação, apresenta naturalmente um discurso de continuidade. Allyson tenta transformar a experiência de Mossoró em uma agenda estadual mais voltada para o ambiente de negócios. Álvaro procura se diferenciar pela experiência administrativa em Natal e pelo discurso de responsabilidade fiscal.


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