A operação da mineradora Aura Minerals em Borborema, no Rio Grande do Norte, ganhou destaque no Relatório de Sustentabilidade 2025 divulgado pela companhia. O projeto reutiliza esgoto doméstico tratado de Currais Novos nas atividades de mineração de ouro e foi apontado pela empresa como uma das principais iniciativas ambientais desenvolvidas no último ano.
Segundo a Aura, foram investidos cerca de R$ 45 milhões na implantação de uma Estação de Tratamento de Efluentes (ETE) em parceria com a Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern). A água tratada percorre mais de 27 quilômetros até a unidade mineradora e é reutilizada continuamente na operação, reduzindo a demanda sobre os recursos hídricos da região semiárida e contribuindo para o saneamento urbano do município.
O relatório marca a sexta edição do balanço anual de sustentabilidade da companhia, elaborado com base nos padrões da Global Reporting Initiative (GRI). O documento reúne indicadores financeiros, ambientais e sociais das operações da Aura no Brasil e em outros países da América Latina.
De acordo com o presidente da empresa, Rodrigo Barbosa, a companhia busca transformar projetos de mineração em iniciativas de desenvolvimento regional. Entre os exemplos citados estão o reaproveitamento de resíduos minerais como insumos agrícolas no Tocantins e projetos de recuperação econômica de áreas pós-mineração em Honduras.
A companhia informou ainda que destinou US$ 174,7 milhões a fornecedores locais em 2025, o equivalente a 43% das compras realizadas no período. Segundo o relatório, aproximadamente 67% dos trabalhadores da empresa foram contratados nas próprias regiões onde a Aura atua.
Outro destaque do documento é o avanço de iniciativas ligadas à inovação operacional e inteligência artificial. Na unidade de Aranzazu, no México, a empresa afirma ter reduzido em cerca de 16% os custos de insumos após a adoção de sistemas de automação e análise de dados aplicados ao processamento mineral.
A Aura opera minas de ouro no Brasil, Honduras e Guatemala, além de uma mina de cobre, ouro e prata no México. No Brasil, mantém operações em Almas (TO), Apoena (MT), Borborema (RN) e Mato Grosso.